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08/11/2008

Em temporada "patriótica", Osklen e Lenny orgulham moda brasileira

Foi aos 45 minutos do segundo tempo, como nas decisões de Copa do Mundo do futebol que a gente considera tão brasileiro, que a moda “made in Brazil” mostrou que também tem talento para levantar a arquibancada em aplausos de orgulho da nação fashionista.  E foi mesmo de pé que as centenas de convidados receberam entusiasmadqs os estilistas Lenny Niemeyer e Oskar Metsavaht no final do desfile conjunto que encerrou, com o pé na areia, o Rio Summer.

 

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Veja aqui todas as fotos do Rio Summer.

 

Em tenda montada no meio da praia de Ipanema, com linda vista para o mar, sem antes passar os olhos por uma série de coqueiros,  as duas grifes mostraram como é possível ser extremamente carioca sem cair no estereótipo, ao  evidenciar o tão aclamado “lifestyle carioca” de maneira subjetiva, passando por interpretação e desenho de moda de qualidade mundiais.

 

Numa temporada tão "patriótica" – e bairrista –, em que o refrão repete como um mantra “Everybody loves Rio” (“Todo mundo ama o Rio”), grifes estampam o Cristo Redentor na roupa e imagens do Rio de Janeiro no cenário, a Osklen e a Lenny se uniram para mostrar desfile descontraído mas jamais descuidado, sem um único ícone evidente do Rio, mas tão carioca (ou mais) quanto seus companheiros de "lineup".

 

A Osklen abriu a apresentação com Alto Verão criado a partir do verão apresentado em junho no SPFW. Bem amarrada, a linha citava o brilho metalizado em lindos tricôs encorpados vistos no verão, desta vez numa versão moda praia: no maiô com gola de blusa, e no duas peças com top também com uma gola mole, bonita. Além da própria coleção anterior, Oskar Metsavaht afirma ter se inspirado no ano de 1958, quando o disco ícone do jazz "Birth of Cool", de Miles Davis, foi lançado, e ano dos primeiros passos de sucesso internacional da bossa nova com João Gilberto. Esta Ipanema que entrava nos anos 60 foi a referência, mas o resultado não poderia ser mais de acordo com o século 21. Modelagem longe do corpo, confortável, em muitos e diferentes macacões, tops com camadas ou diferentes amarrações, malhas fininhas acompanhando como capinhas ou casaquetos os biquínis, com proporções e recortes diferentes. Vez ou outra, a fluidez do tecido era quebrada por um detalhe estruturado: em blusas de tricô finíssimo, manguinhas arrendondadas e duras no formato do chapéu em creme de listra branca usado pelas modelos. Na estamparia, versões de listras, coqueiros e patchworks de listras.

 

Lenny, de maneira não tão evidente, também deu continuidade ao seu verão no desfile cuja cartela de cores dialogava com a da Osklen, com tons como verde oliva, branco, cinza, areia e bege, em peças com recortes geométricos que traziam a arquitetura, sempre presente nas referências da, marca à tona, o que também estabalecia conexão com as formas ora orgânicas, ora navalhadas geometricamente, da Osklen. Plissados apareceram em saídas de banho que funcionavam como vestidos. O trench coat foi transformado em saída de banho com textura de “parede caiada” e tecidos foram texturizados para que ficassem com efeito de camurça.

 

Depois do desfile, uma festa regada a champanhe Veuve Clicquot, tapioca, bicoitos Globo e sorvete aguardava convidados nacionais e internacionais, para encerramento em grande estilo.

 

Opinião internacional

 

Foco de tanto investimento (foram gastos R$ 10 milhões na produção do Rio Summer), os convidados internacionais aplaudiram a organização do evento. Para o jornalista inglês Godfrey Deeny, a estrutura é impressionante, assim como o tratamento dado aos compradores e imprensa estrangeiros, hospedados no Fasano, com agenda de festas luxuosas todas as noites. “Mas não senti que vimos o melhor da moda brasileira”, afirma, questionando se a moda praia seria a melhor representante da criatividade fashion no Brasil. “Marcas como Alexandre Herchcovitch e Reinaldo Lourenço deveriam participar”, acredita.

 

Editora do site americano style.com, um dos endereços eletrônicos mais poderosos da moda no mundo, Marina Larroude, brasileira, acredita que o evento seja importante menos do ponto de vista de criação de moda e mais de exposição de produto. Ela cuida das seções de consumo do site, e afirma que várias roupas vistas nos desfiles poderiam entrar nas dicas de compra, como o kaftan com estampa de Carmen Mayrink Veiga criado por Adriana Degreas, a calça de paetês de cintura alta de Carlos Miele, um dos biquínis da Rosa Chá, e por aí vai. “O evento conseguiu reunir o que a imprensa internacional gostaria de ver”, completa. Segundo Marina, fora do país a moda praia não é vista como moda, mas como produto. Ao focar a temporada no que já pode ser consumido diretamente, na opinião dela, o evento ganha.

 

Compradora da Colette, a loja multimarcas mais badalada de Paris, Sarah também enxergou boas possíveis aquisições (leia mais neste post). Além de peças de marcas que desfilaram, como Degreas e Cris Barros, ela também se interessou pelas sandálias Ipanema e por jóias de designers cujo nome não se recordava. Também gostou dos acessórios de Glórinha Paranaguá. “Não sei se as grifes foram ‘briefadas’ , mas senti uma identidade brasileira muito forte”, diz.


 

Por Carolina Vasone

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Raia de Goeye investe no regionalismo sem estereótipo

A Raia de Goeye foi responsável por um dos melhores desfiles da temporada de moda do Rio Summer. Ao apostar no regionalismo, sem cair no estereótipo da Bahia ou do Nordeste, onde parece ter ido buscar suas inspirações, a marca adaptou ao seu estilo uma identidade inquestionavelmente brasileira mas contemporânea, agregada a uma proposta de moda consistente.

 

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Babados foram usados, mas não de maneira romântica. A silhueta solta que a grife tanto aprecia, quebrada pelo comprimento curto, também apareceu. Desta vez menos "garota arrumadinha", a coleção apostou em tons terrosos que sujaram um pouco as peças, numa cartela de cores ainda assim fresca. O branco apareceu em looks totais, num dos poucos momentos de conjuntos com calça, a da boa produção usada por Barbara Berger, com camisa de jabô (os babadinhos na altura do peito), cinto marrom, calça branca, numa citação leve e cool do cangaceiro. Nas outras aparições de bermudas e calças, o cavalo era baixíssimo, estilo saruel.

 

As várias camadas embabadas apareceram em vestidos que levavam bordados na barra de cada um, num tom de laranja tijolo. Cordas trançadas se cruzavam nas costas ou saíam das roupas, balançando ao caminhar das modelos. Uma percussão ao vivo embalava as passadas, que, de uma ponta da passarela à outra, carregaram um interessante verão, não só para inglês ver, mas para brasileiro usar.

Por Carolina Vasone

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Rendas e top models recheiam biquínis da Cia. Marítima

Fernanda Tavares, Michelle Alves, Isabeli Fontana, Carol Francischini, Ana Claudia Michels, Giane Albertoni. Modelos famosas no mundo da moda e no mundo das celebridades emprestaram seus corpões (alguns mais curvilíneos, outros mais magrinhos) para a Cia. Marítima encerrar os desfiles nas tendas do Rio Summer neste início de noite. Em seguida, todos saíram correndo para se arrumar para o "grand finale" na praia de Ipanema, com desfile conjunto de Osklen e Lenny.

 

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Voltando à Cia. Marítima: as rendas foram a vedete da coleção, aparecendo no início do desfile, tanto nos biquínis como na sainha curta usada por cima ou na saída de banho de vestitinho transpassado com o qual Fernanda Tavares abriu a apresentação. A modelagem era pequena atrás, ao ponto de Fernanda Tavares ter que arrumar a calcinha do maiô preto que usou logo depois, quando entraram as combinações de pele com marrom e cru, e depois do preto com o branco. As partes de cima ganharam mais atenção, com decotes generosos e sutiãs levemente mais trabalhados. De maneira geral, a modelagem era mais convencional.

 

Por Carolina Vasone

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"É melhor fazer clichês do que copiar marcas americanas"

A francesa Sarah é compradora de uma das lojas de multimarcas mais cult do mundo: a parisiense Colette. Ela já conhece algumas grifes brasileiras, e vende Osklen, Isabela Capeto e os modelos da Melissa que se misturam a peças da Comme des Garçons, Lanvin e McQueen, no segundo andar da loja que fica na badalada rua Saint Honoré. Embora já tenha vindo ao Brasil algumas vezes - uma delas há dois anos, no seminário Fashion Marketing, de Gloria Kalil - Sarah nunca havia ido a uma fashion week brasileira. O que achou do Rio Summer, sua primeira experiência? "Gostei. Achei que as marcas mostraram uma identidade forte", afirma, comparando com a semana de moda da Austrália, que visitou há quatro anos. "Tudo era muito bagunçado", diz.

 

Entre os desfiles que a compradora francesa mais gostou estão os da Jo de Mer, de Cris Barros e de Adriana Degreas. Ela conta que apesar de identificar clichês sobre a imagem do Brasil em algumas coleções, não acha que isso seja ruim. "É melhor fazer clichês do que copiar marcas americanas", acredita.

 

Sarah não conseguiu visitar muitas lojas durante a temporada de moda ("não encontrei muitas"), mas diz que veio para comprar, não só olhar. Entre os candidatos a entrar no seleto grupo de grifes da Colette, frequentada por formadores de opinião e clientes fashion de várias partes do planeta, estão o kaftan com o Cristo Redentor que fechou o desfile de Adriana Degreas, os vestidos algum dos vestidos de Cris Barros e um top de neoprene da Iódice. Estilistas, cruzem os dedos.

 

Abaixo, uma foto da charmosa e simpática Sarah. Para conhecer mais da Colette, entre no site da loja.

 

Por Carolina Vasone

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Triya mostra biquínis sexy com propostas diversas

Estreante em passarelas de fashion weeks, a Triya trouxe novidade para o mercado de biquínis e maiôs com sua moda praia sexy, cheia de estampas, e muita, muitas propostas numa mesma coleção.

 

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Com 20 estampas exclusivas, o desfile começou mais sóbrio, com uma estampa bonita em verde queimado, num biquíni com lateral franzida e top estilo bustiê, franzido no meio. O clima, nesta fase da apresentação, era de elegância, com saída de banho acompanhando, solta e curtinha. Depois, vieram as peças em azul, com estampa de estrelas e laterais em tiras finas, mostrando o corpo de maneira extremamente sexy. As tiras, na parte de trás dos tops dos biquínis, e também dos maiôs, apareceram bastante em boa parte da coleção.

 

A onça estampou algumas peças em tom azulado ou no marrom, pouco antes do momento em que as cores fortes, com destaque para o rosa-choque, começaram a aparecer em modelos como o maiô  bem decotado na frente ou o biquíni amarrado só de um dos lados, com fitas que sobravam balançando conforme o caminhar da modelo, em tons de rosa-choque e amarelo.

Por Carolina Vasone

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Fernanda Tavares e o momento "boa forma"

Fernanda Tavares era a única modelo da apresentação da coleção de Isabela Capeto, que aconteceu na loja da estilista ontem à noite. Recepcionados na porta pelo diretor de teatro, desfiles e óperas Alberto Renault, os convidados se deparavam com a top no meio da sala, representante do Alto Verão da grife, composto por um total de 11 vestidos (dez deles pendurados nos cabides). Alguns jornalistas pareciam mais interessados em entrevistar a bela sobre sua boa forma após a gravidez, quando engordou 22 quilos, do que olhar as roupas em si. E lá ia ela respondendo tudo: "Corri seis vezes por semana" ou "Fiz também muita musculação". Linda, eis a foto da moça, enquanto dava suas entrevistas.

 

Por Carolina Vasone

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Moda praia glamour desfila à beira da piscina

Sucesso entre jet setters internacionais, a Jo de Mer fez a estréia, dentro de uma semana de moda, da sua moda praia sofisticada, chamada também de "moda praia de iate", à beira da piscina da Casa das Canoas.

 

O cenário foi atração à parte. A casa projetada por Niemeyer, enfiada no meio de uma floresta, era rodeada de grandes árvores, num ambiente de floresta, com jacas enormes penduradas e micos saltitando de galho em galho. A imprensa internacional devia estar boquiaberta (veja a imagem da Casa das Canoas abaixo).

 

Veja aqui as fotos do desfile e clique para assistir ao vídeo.

 

A coleção, assinada por Amalia Spinardi, evocou o glamour em maiôs e biquínis com modelagem maior (como é característico da grife), decotes de ombro só, fivelas em metal ou com brilho pupurinado enfeitando o sutiã, ou algum detalhe da calcinha. Na cartela de cores, o destaque é o bonito roxo, antecedido pelo laranja salmão que abriu a apresentação e pela estampa de onça, que apareceu depois. Nos maiôs, recortes deixavam mostrar a barriga ou a lateral da cintura. Faixas como que cintos de lurex, em dourado, apareciam marcando a cintura em modelos bicolores, combinados com o bege. Em algumas peças, a lycra mais fina, marcando cada milímetro de pele, exige corpo 100% preparado para o verão.

 

Na parte final do desfile, os babados apareceram no momento mais divertido da coleção: bom modelo de maiô tomara-que-caia, estampa de onça, costas inteiras de camadas de babados. Em seguida, um maiô inteiro de babados em dourado apareceu menos como roupa de banho e mais como possível complemento para uma boa produção à beira mar, numa noite quente de festa.

 

Por Carolina Vasone

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Último dia começa com Jo de Mer na Casa das Canoas

O último dia do Rio Summer promete, com desfile de encerramento no meio da praia de Ipanema, em apresentação dividia entre Osklen (que abre) e Lenny (que fecha) no mesmo espaço. Na manhã deste sábado agora ensolarado (ufa!), depois de dois dias abafados mas sem sol, os fashionistas estão indo agora para a Casa das Canoas, uma linda construção projetada por Oscar Niemeyer nos anos 50. Como é uma casa, o desfile será para pouca gente, um total de 200 convidados da Jo de Mer, marca de moda praia chique que faz sua estréia numa semana de moda. É longe, lá em São Conrado, o que fez com que todo mundo acordasse mais cedo hoje. Aguarde mais notícias do desfile na volta. Enquanto isso, saiba mais sobre a Casa das Canoas (que já foi usada como cenário num desfile da Forum, no SPFW),  aqui.

Por Carolina Vasone

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07/11/2008

Isabela Capeto troca desfile por quermesse animada com roda de samba


Clique aqui para ver as fotos do evento e da coleção apresentada por Fernanda Tavares.


Nada de desfile. Isabela Capeto encerrou a noite do penúltimo dia de Rio Summer no Leblon, em quermesse montada em frente à sua loja. Cachorro-quente, pipoca e cerveja foram servidos embaixo de bandeirinhas brancas no formato do logo da grife, uma menininha estilizada. A coleção podia ser vista dentro da loja, pendurada nos cabides e com uma única modelo como representante: a top Fernanda Tavares.


Embora a idéia de comer um quitute por volta das oito da noite (já quase jantar) ao som de um boa roda de samba que, liderada pelo sambista carioca Leandro Sapucahy, tocava bem em frente à vitrine de Capeto, os fashionistas trabalhadores precisavam fazer a lição de casa e conhecer a coleção. Depois de uma pequena espera num também pequeno tumulto em frente à porta – só era possível entrar de cinco em cinco pessoas, o lugar era muito pequeno – fotógrafos e jornalistas puderam ver o Alto Verão da estilista.


Nem tão enfeitados com os trabalhos artesanais minuciosos de Capeto, o total de onze vestidos (contando o que Fernanda Tavares usava) tinham o tule como base de construção, com aplicações de bolinhas douradas nas golas e ao longo do corpo. A modelagem lembra a dos vestidos e saias estilo cigana, em tons alegres misturados, como o laranja abóbora com o verde, o verde com o roxo, o amarelo com o azul. Mais queimado, o vermelho puxado para o ferrugem foi visto em um vestido. Babados comedidos, pequenininhos, enfeitavam as peças que também ganharam golas maiores com efeito rendado.

Por Carolina Vasone

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Iódice capricha na transparência e nos vestidos esvoaçantes


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Creme, preto e laranja, formas levemente geométricas, em vestidos e túnicas curtas. Esta foi a última parte do desfile e o ponto forte, com mais identidade, da coleção para o Alto Verão da Iódice. No restante, a grife de Waldemar Iódice, que também se apresenta no São Paulo Fashion Week e agora em Nova York, apostou primeiro num estilo retrô anos 60, com toques levemente futuristas (daquela época) e esportivos, em casaquetos usados com bermudas, as duas peças transparentes, deixando ver o biquíni por baixo. Depois, vieram os tecidos drapeados em vestidos curtos e longos. Finalmente, os tecidos esvoaçantes em vestidos com caudas e partes de trás enormes.

Por Carolina Vasone

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Amapô colabora para Totem em coleção leve e colorida


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A carioca Totem recrutou os talentos das jovens estilistas da Amapô, Carô Gold e Pitty Taliani, para assinar o estilo do Alto Verão, desfilado nesta sexta quente porém cinzenta de Rio Summer. O resultado é colorido, leve, descontraído como o estilo carioca, mas com identidade de moda e um toque streetwear que diferenciam as bermudas soltas para os meninos, os vestidinhos também soltos para as meninas e as calças confortáveis que apareceram na passarela dos modelitos sem muito brilho vistos normalmente pelos calçadões do Rio.


Ao som do músico de Recife Junio Barreto, desfilaram a cintura alta ou no lugar, alguns kaftans, estampas coloridas em cores vivas combinadas, como o verde com o amarelo, os bermudões amplos com barra dobrada para os garotos, os vestidos com estampas às vezes levemente retrôs como a em fundo preto com caramelo. Por cima, colete grande, com recorte ampliado nas costas, em linho cru, era uma das peças que vinham levemente maximizadas e davam charme aos looks. Peça nem sempre fácil mas charmosa, a saia-calça foi proposta pela dupla da Amapô, em estampa com verde predominante, usada com camisa sem manga amarela.

Por Carolina Vasone

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Cantora apresenta versões de Madonna para a Rosa Chá

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Katia B foi uma das atrações do desfile da Rosa Chá. A cantora carioca, em show ao vivo durante a apresentação da coleção da marca, fez versões de várias músicas conhecidas de Madonna. Na abertura, "Like a Virgin", passando por "Erotica" e encerrando com "Music". Com fundo de bossa nova, o estilo das canções lembrava o do grupo francês Nouvelle Vague, que faz exatamente isso: versões com clima bossa nova de músicas pop conhecidas. Abaixo, a foto da cantora.


Por Carolina Vasone

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Rosa Chá desfila em passarela d'água sungas pequenas e biquínis comportados

Numa passarela d'água bem rasinha, o suficiente para molhar o pé e fazer espirrar gotinhas ao caminhar, a Rosa Chá mostrou seu Alto Verão com moda praia com brilhos, rendas e tons fortes, como as praias européias, e principalmente americanas, estão acostumadas a receber. Na platéia, além da imprensa e dos compradores internacionais, o estilista Valentino figurava na primeira fila. Ao lado dele, a top model russa Natália Vodianova.


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Com show ao vivo da cantora carioca Katia B, o estilista Amir Slama mostrou biquínis e maiôs estruturados, principalmente na parte de cima, com modelagem maior tanto da calcinha quanto do sutiã. Os drapeados vistos já na coleção de verão, apareceram na do Alto Verão. Numa das únicas estampas mostradas na passarela, retângulos como que aquarelados, em tons de azul, laranja preto e branco faziam referência ao trabalho do artista plástico Gonçalo Ivo, referência usada pelo estilista para suas criações.


A primeira parte do desfile, em tom de laranja vibrante, quando apareceram os maiôs e biquínis bem estruturados, foi o destaque da apresentação.



As sungas masculinas, mais estreitas na lateral, deram o tom abusado do desfile na parte masculina, já que a feminina se comportou no quesito "roupa de banho". Ainda sobre as sungas masculinas, destaque para as pretas que ganharam preguinhas na lateral. Na segunda parte da coleção, os azuis apareceram não tão felizes, assim como as intervenções em renda nos biquínis e os brilhos misturados a rendas do final, em modelos de saídas de banho e kaftans em rosa flúo.

Por Carolina Vasone

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Cris Barros desfila babados descontrolados em Rio Summer



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Ao dar continuidada ao verão que apresentou meses atrás no shopping Cidade Jardim, em São Paulo, Cris Barros continuou sua aposta nos babados e nos vestidos fluidos, com leves transparências para o Alto Verão. Tendência, os babados são desejáveis, quando não acabam usados de maneira descontrolada, exagerada, quase que engolindo o modelo e sufocando a mulher que o veste. No caso de Cris Barros, o "ataque" aconteceu mais para o final do desfile, em vestidos em tom creme, o primeiro com babados volumosos, um em cima do outro, quase desordenados, o segundo com camadas de tule, ambos uma versão curta contemporânea do estilo "bolo de noiva". Para finalizar, babados soltos, laterais, como que jogados, no vestido floral de Viviane Orth, uma das tops que desfilaram para estilista.



Com público cativo de moças bonitas e eindinheiradas, Cris Barros não quer inventar moda, mas criar belos vestidos a partir de tendências já diluídas, com bons tecidos e acabamento, sempre com muita feminilidade e romantismo. Em alguns casos isso acontece, como no comecinho do desfile em que as mangas e golas vazadas aparecem, num bom efeito de toalha de bandeja antiga. O vestido franzido na cintura, em creme, com delicados tules, nas manguinhas formando babadinhos, também não é encontrado a cada esquina. O mesmo não se pode dizer, porém, dos vestidos soltos, longos, frente única, barra franzida estilo saia cigana, ou mesmo de alguns dos modelos curtinhos soltos ou em floral aquarelado, a principal estampa da coleção. Antes de pagar uma pequena fortuna por um destes modelos, dê uma boa olhada nas lojas da Vila Madalena: elas vendem o mesmo tipo de vestido, bom acabamento, por cerca de R$ 200.

Por Carolina Vasone

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Fast fashion da Daslu estréia com desfile na boate e Valentino

Nova marca da Daslu, a 284 fez seu desfile de estréia na noite desta quinta (6), encerrando por volta da meia-noite o primeiro dos três dias de desfiles do Rio Summer. O adiantado da hora combinou com o ambiente escolhido para a apresentação: a boate "The Week" carioca.





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Com Valentino entre os convidados, todos aguardavam como seria a primeira grife auto-intitulada de "fast fashion" do Brasil, nos moldes das bem-sucedidas Topshop e H&M (embora os donos evitem essa comparação), ambas européias.


Em divertida performance com um grupo acrobático fazendo peripécias numa estrutura de metal, a grife mostrou o que as marcas do gênero costumam vender: se o acessório do momento é o chapéu, uma versão estilo Panamá estava lá. A réplica da bolsinha de matelassê da Chanel também, em versão laranja. Os jeans claros, porque é o tom que está na moda. Franjas, uma das tendências reapresentadas nas passarelas italianas da última temporada para o Verão 2009 europeu, apareceram num simpático colete e também em saias curtas. As camisetas com frases de efeito, também em alta, abriram o desfile, em tom político. Primeiro veio a "Obama rocks", em homenagem ao presidente eleito dos Estados Unidos. Em seguida, "The war is over", talvez esperança do rumo dos próximos passos de Obama em relação à política externa, incluindo a ocupação do Iraque.

Por Carolina Vasone

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A editora de UOL Estilo Carolina Vasone conta o que acontece no evento, direto do Rio de Janeiro.

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