Em temporada "patriótica", Osklen e Lenny orgulham moda brasileira
Foi aos 45 minutos do segundo tempo, como nas decisões de Copa do Mundo do futebol que a gente considera tão brasileiro, que a moda “made in Brazil” mostrou que também tem talento para levantar a arquibancada em aplausos de orgulho da nação fashionista. E foi mesmo de pé que as centenas de convidados receberam entusiasmadqs os estilistas Lenny Niemeyer e Oskar Metsavaht no final do desfile conjunto que encerrou, com o pé na areia, o Rio Summer.

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Em tenda montada no meio da praia de Ipanema, com linda vista para o mar, sem antes passar os olhos por uma série de coqueiros, as duas grifes mostraram como é possível ser extremamente carioca sem cair no estereótipo, ao evidenciar o tão aclamado “lifestyle carioca” de maneira subjetiva, passando por interpretação e desenho de moda de qualidade mundiais.
Numa temporada tão "patriótica" – e bairrista –, em que o refrão repete como um mantra “Everybody loves Rio” (“Todo mundo ama o Rio”), grifes estampam o Cristo Redentor na roupa e imagens do Rio de Janeiro no cenário, a Osklen e a Lenny se uniram para mostrar desfile descontraído mas jamais descuidado, sem um único ícone evidente do Rio, mas tão carioca (ou mais) quanto seus companheiros de "lineup".
A Osklen abriu a apresentação com Alto Verão criado a partir do verão apresentado em junho no SPFW. Bem amarrada, a linha citava o brilho metalizado em lindos tricôs encorpados vistos no verão, desta vez numa versão moda praia: no maiô com gola de blusa, e no duas peças com top também com uma gola mole, bonita. Além da própria coleção anterior, Oskar Metsavaht afirma ter se inspirado no ano de 1958, quando o disco ícone do jazz "Birth of Cool", de Miles Davis, foi lançado, e ano dos primeiros passos de sucesso internacional da bossa nova com João Gilberto. Esta Ipanema que entrava nos anos 60 foi a referência, mas o resultado não poderia ser mais de acordo com o século 21. Modelagem longe do corpo, confortável, em muitos e diferentes macacões, tops com camadas ou diferentes amarrações, malhas fininhas acompanhando como capinhas ou casaquetos os biquínis, com proporções e recortes diferentes. Vez ou outra, a fluidez do tecido era quebrada por um detalhe estruturado: em blusas de tricô finíssimo, manguinhas arrendondadas e duras no formato do chapéu em creme de listra branca usado pelas modelos. Na estamparia, versões de listras, coqueiros e patchworks de listras.
Lenny, de maneira não tão evidente, também deu continuidade ao seu verão no desfile cuja cartela de cores dialogava com a da Osklen, com tons como verde oliva, branco, cinza, areia e bege, em peças com recortes geométricos que traziam a arquitetura, sempre presente nas referências da, marca à tona, o que também estabalecia conexão com as formas ora orgânicas, ora navalhadas geometricamente, da Osklen. Plissados apareceram em saídas de banho que funcionavam como vestidos. O trench coat foi transformado em saída de banho com textura de “parede caiada” e tecidos foram texturizados para que ficassem com efeito de camurça.
Depois do desfile, uma festa regada a champanhe Veuve Clicquot, tapioca, bicoitos Globo e sorvete aguardava convidados nacionais e internacionais, para encerramento em grande estilo.
Opinião internacional
Foco de tanto investimento (foram gastos R$ 10 milhões na produção do Rio Summer), os convidados internacionais aplaudiram a organização do evento. Para o jornalista inglês Godfrey Deeny, a estrutura é impressionante, assim como o tratamento dado aos compradores e imprensa estrangeiros, hospedados no Fasano, com agenda de festas luxuosas todas as noites. “Mas não senti que vimos o melhor da moda brasileira”, afirma, questionando se a moda praia seria a melhor representante da criatividade fashion no Brasil. “Marcas como Alexandre Herchcovitch e Reinaldo Lourenço deveriam participar”, acredita.
Editora do site americano style.com, um dos endereços eletrônicos mais poderosos da moda no mundo, Marina Larroude, brasileira, acredita que o evento seja importante menos do ponto de vista de criação de moda e mais de exposição de produto. Ela cuida das seções de consumo do site, e afirma que várias roupas vistas nos desfiles poderiam entrar nas dicas de compra, como o kaftan com estampa de Carmen Mayrink Veiga criado por Adriana Degreas, a calça de paetês de cintura alta de Carlos Miele, um dos biquínis da Rosa Chá, e por aí vai. “O evento conseguiu reunir o que a imprensa internacional gostaria de ver”, completa. Segundo Marina, fora do país a moda praia não é vista como moda, mas como produto. Ao focar a temporada no que já pode ser consumido diretamente, na opinião dela, o evento ganha.
Compradora da Colette, a loja multimarcas mais badalada de Paris, Sarah também enxergou boas possíveis aquisições (leia mais neste post). Além de peças de marcas que desfilaram, como Degreas e Cris Barros, ela também se interessou pelas sandálias Ipanema e por jóias de designers cujo nome não se recordava. Também gostou dos acessórios de Glórinha Paranaguá. “Não sei se as grifes foram ‘briefadas’ , mas senti uma identidade brasileira muito forte”, diz.




COMUNICAR ERRO




(dez deles pendurados nos cabides). Alguns jornalistas pareciam mais interessados em entrevistar a bela sobre sua boa forma após a gravidez, quando engordou 22 quilos, do que olhar as roupas em si. E lá ia ela respondendo tudo: "Corri seis vezes por semana" ou "Fiz também muita musculação". Linda, eis a foto da moça, enquanto dava suas entrevistas.











